quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA X INSTITUCIONAL: DO QUE SE TRATA?


por: Cristiane Carminati Maricato


Ouvimos muito falar sobre a Psicopedagogia, mas sempre fazemos relação com o atendimento clínico. A verdade é que os cursos de Psicopedagogia formam profissionais aptos para trabalhar tanto na área clínica como na institucional; no caso desta última, trata-se de instituições escolar, hospitalar e empresarial. 


Existe alguma diferença na atuação do profissional clínico e institucional, ou é apenas uma questão de ambientes diferentes? 



Sim existe. O Psicopedagogo clínico trabalha em consultório atendendo crianças, jovens ou adultos, com dificuldades de aprendizagem, tendo a parceria de outros profissionais (Pediatra, Neuropediatra, Fonoaudiólogo, Psicólogo, Psicomotricista, dentre outros) para o caso de haver necessidade de encaminhamento. Neste caso, o profissional atua em uma linha terapêutica, onde diagnostica, desenvolve técnicas remediativas, orienta pais e professores de forma que seu trabalho seja integrado e não individual. 



Já o Psicopedagogo institucional dá assistência aos professores e a outros profissionais da instituição escolar para melhoria das condições do processo de ensino-aprendizagem, assim como para prevenção dos problemas de aprendizagem. Utilizando de técnicas e métodos próprios, possibilita a intervenção Psicopedagógica visando à solução de problemas de aprendizagem em espaços institucionais. Juntamente com toda a equipe escolar procura construir um espaço adequado às condições de aprendizagem e consequentemente evitando comprometimentos. 



Dentre suas atribuições, destacam-se: 



Participação na dinâmica das relações da comunidade educativa a fim de favorecer o processo de integração e troca. 

Orientações metodológicas de acordo com as características dos indivíduos e grupos. 

Realização do processo de orientação educacional, vocacional e ocupacional, tanto na forma individual quanto em grupo. 

Contribuição com as relações, visando à melhoria da qualidade das relações inter e intrapessoais dos indivíduos de toda a comunidade escolar. 

Desenvolvimento de projetos socioeducativos, a fim de resgatar valores e autoconhecimento. 

Desenvolvimento de ações preventivas, detectando possíveis perturbações no processo de ensino- aprendizagem. 



Existe alguma semelhança na atuação do profissional clínico e institucional? 



Sim existe. Independentemente da área de atuação, o profissional precisa conhecer e compreender como se dá o processo de construção do conhecimento, assim como conhecer as dificuldades de aprendizagem e possíveis formas de intervenção. Precisa saber até onde pode ajudar e o momento certo para fazer o encaminhamento. Seu trabalho nunca é individual; deve buscar constante aprimoramento.

Agende sua consulta:Rua Sebastião Pacheco, 262 - Heliópolis - Garanhuns-PETelefone: (87) 9638-1998

terça-feira, 21 de maio de 2013

Crianças especiais

Transtorno Obsessivo Compulsivo na Infância
O Transtorno obsessivo-compulsivo é a combinação de obsessões e compulsões que nada mais é do que a repetição de atos, rituais, atividades e pensamentos recorrentes e insistentes que se caracterizam por serem desagradáveis, repulsivos e contrários à índole do paciente.
O quadro clínico do transtorno obsessivo-compulsivo na infância ou na adolescência é bastante semelhante ao do adulto, contudo existem algumas características que diferem do infantil valendo a pena fazer um estudo em separado do assunto.
Inciando-se geralmente na infância crianças tentam ocultar seus sintomas, assim como os adultos. É diagnosticado através de um diálogo entre a criança e alguém em quem ela confie e assim não será difícil fazer o diagnóstico. O tratamento precoce minimiza muito o prejuízo causado pelo “TOC” (Transtorno Obsessivo-compulsivo) que prejudica principalmente na educação e na área de relacionamentos.
Este transtorno leva o indivíduo a realizar atos, rituais, pensamentos e atividades que não consegue evitar realizar e quando não realizados, o paciente passa por sintomas físicos tais como, palpitações, tremores, suor excessivo e uma aflição brutal achando que poderá acontecer algo de ruim para si ou para outras pessoas podendo levá-lo a um quadro de depressão.
Na infância o quadro clínico do transtorno é bem semelhante ao do adulto e assim como o adulto, as crianças tentam ocultar os sintomas. Além de prejudicar a educação e o relacionamento das amizades pode se tornar uma doença crônica e limitante.
A criança portadora deste transtorno é presa à seus próprios pensamentos que chamamos de obsessão e repetições de gestos que são as compulsões. Estes pensamentos continuados geram angústia e ansiedade e as ações compulsivas são uma tentativa de controlá-los. Olhar-se no espelho repetidas vezes, por exemplo, tem o objetivo trazido pelo pensamento obsessivo de estar sempre gordo ou magro demais. O paciente quando se olha no espelho passa a angustia temporariamente e logo surge o pensamento novamente, desencadeando novamente as compulsões.

Sintomas:
  • Qualquer ritual diário de higiene, repetitivo e exagerado.
    • Lavar as mãos
    • Escovar dentes
    • Tomar banho
  • Repetição de ações.
    • Escrever a mesma palavra ou texto.
    • Ler a mesma revista, jornal ou livro.
  • Checagens compulsivas.
    • Tarefa escolar.
    • Arrumação de brinquedos.
  • Contagem
    • Contar as lâminas de uma persiana várias vezes.
  • Simetria
    • Na arrumação de armários.
    • Na arrumação de brinquedos.
Normalmente, essas manias obsessivas consomem muito tempo, gerando angústia e ansiedade tanto para a criança quanto para seus familiares.
Tratamento
Ao observar os sintomas citados acima se deve procurar a orientação de profissionais qualificados, que trabalham com crianças, para fazer o diagnóstico, pois na maioria das vezes, a criança não tomará iniciativa de queixar-se dos sintomas obsessivos compulsivos. O profissional deverá recomendar psicoterapia acompanhada ou não de uso de medicamentos.

Bibliografia
  • KAPLAN & SADOCK; Manual de Farmacologia Psiquiátrica, 1993.
  • LEVY, Daniela; Transtorno Obsessivo Compulsivo na Infância, in.Clube do Bebe endereço eletrônico: http://www.clubedobebe.com.br/, acessado em 26 de outubro de 2005.
  • LOTUFO-NETO, F. Distúrbio obsessivo-compulsivo e Depressão.Jornal Brasileiro de Pasiquiatria, v. 42, n. 1, p. 29-32, 1993.
  • MIGUEL, E.C. Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo: Diagnóstico e Tratamento. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1996.
  • MORAES, C. Tratamento do TOC Infantil, in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, 2004.
Ivana Silva e Cássia Nunes

Crianças especiais

Síndrome de Down

Para entender melhor o termo vamos tentar explicar por partes começando pela origem do nome da síndrome.

Síndrome – Conjunto de características que prejudicam de algum modo o desenvolvimento do indivíduo.

Down – Sobrenome do médico que descreveu esta síndrome John Langdon Down .

A Síndrome de Down também pode ser chamada de trissomia do 21 e as pessoas que a possuem de trissômicos . Freqüentemente, a Síndrome de Down é chamada de "mongolismo" e as pessoas que a apresentam de "mongolóides". Todavia, estes termos são totalmente inadequados preconceituosos, criados a partir de descrições incorretas realizadas no passado e, por isso, devem ser evitados .

A síndrome de down é um atraso no desenvolvimento, das funções motoras do corpo e das funções mentais, o bebê é pouco ativo e “molinho” (hipotonia).

Causas

Dentro de cada célula do nosso corpo, estão os cromossomos, responsáveis pela cor dos olhos, altura, sexo e também por todo o funcionamento e forma de cada órgão do corpo interno, como o coração, estômago, cérebro, etc. Cada uma das células possui 46 cromossomos, que são iguais, dois a dois, quer dizer, existem 23 pares ou duplas de cromossomos dentro de cada célula. Um desses cromossomos, chamado de nº21 é que está alterado na Síndrome de Down. A criança que possui a Síndrome de Down, tem um cromossomo 21 a mais, ou seja, ela tem três cromossomos 21 em todas as suas células, ao invés de ter dois. É a trissomia 21. Portanto a causa da Síndrome de Down é a trissomia do cromossomo 21. Podemos dizer que é um acidente genético. Esse erro não está no controle de ninguém.


Consequências

Em face de hipotonia do bebê, este é mais quieto, apresenta dificuldade para sugar, engolir, sustentar a cabeça e os membros.
A abertura das pálpebras é inclinada como parte externa mais elevada, e a prega, no canto interno dos olhos é como nas pessoas da raça amarela. Tem a língua protusa (para fora da boca). Em 40% dos casos são encontradas cardiopatias. Sua estatura é baixa. Apresenta um rebaixamento intelectual.
Não há cura para esta síndrome, ela é uma anomalia das próprias células, por isso não exite meio algum de cura até o momento.
Como forma de tratamento pode-se iniciar a partir do 15º dia do nascimento programas de estimulação precoce que propiciem ao bebê seu desenvolvimento motor e intelectual.


Bibliografia


PUECHEL, S. – Síndrome de Down Guia Para Pais e Educadores. 4º ed. Campinas: Papitus, 1993.
MANTOAN, E. T. M. Essas Crianças Tão Especiais. – Manual para Solicitação do Desenvolvimento de Crianças Portadoras da Síndrome de Down, Corde (Coordenação Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência) – Brasília, 1993.
TELFORD, C. W., Sawrey, J. M. O indivíduo Excepcional - 5ª Edição



Texto de Ivana Silva, revisado por Cássia Nunes

TDAH na infância também causa problemas na idade adulta


Homens que apresentaram o transtorno na infância têm menores níveis de escolaridade, recebem menores salários e se divorciam mais, aponta estudo

Mesmo já adultos, homens que receberam o diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) na infância apresentam menores níveis de escolaridade e econômico e piores quadros sociais do que aqueles que não foram atingidos pelo problema. Essa conclusão faz parte de uma pesquisa do Centro Médico Langone, em Nova York, nos Estados Unidos, que foi publicada nesta semana no periódico Archives of General Psychiatry.

Dados de amostragem:
 272 homens de 41 anos com e sem TDAH

Resultado: Homens adultos que receberam diagnóstico de TDAH na infância têm menores níveis de escolaridade, ganham menores salários, se divorciam mais e abusam mais de substâncias químicas.

O estudo acompanhou 136 homens que haviam sido diagnosticados com TDAH aos oito anos de idade com 136 participantes que não haviam apresentado o problema quando crianças. Todos tinham 41 anos. Os pesquisadores observaram que o grupo do TDAH tinha, em média, 2,5 anos a menos de estudo. Entre esses participantes, 31% não haviam completado o ensino médio e quase nenhum havia obtido um diploma de ensino superior, enquanto entre o grupo sem o transtorno apenas 3,7% não concluíram o colégio e 29,4% fizeram faculdade. 
Além disso, o grupo do TDAH, embora em sua maioria estivesse empregado, recebia um salário anual, em média, 40.000 dólares mais baixo do que os outros participantes. Eles também se divorciaram mais (9,6% contra 2,9%), apresentaram mais problemas com abuso de substâncias químicas (14% contra 5%) e mais casos de transtornos de personalidade (16% contra zero). Não houve diferenças em relação a transtornos de ansiedade ou hospitalização. "Observamos que as múltiplas desvantagens causadas pelo TDAH na infância até a idade adulta começou na adolescência. Nossos resultados destacam a importância de um acompanhamento prolongado e tratamento de crianças com TDAH", concluiu o estudo.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Alunos criam jogo de celular para ajudar pessoas com dislexia


 Do G1 Vale do Paraíba e Região
Dois alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) de São José dos Campos, no interior de São Paulo, usaram a tecnologia para ajudar  crianças com dificuldade de organizar idéias e de fala. A dupla criou um tipo de jogo de celular pra treinar o raciocínio e acelerar o aprendizado.

O projeto foi desenvolvido pelos alunos Éric Gomes e Márcio Araújo. O desafio era fazer um jogo educativo para celulares e tablets que ajudasse pessoas com dislexia, como explica Maria Estela Guimarães, psicóloga e mãe de um filho com dislexia. “É um distúrbio de aprendizagem que tem uma origem neurobiológica, quer dizer, está no cérebro, e interfere diretamente no processo de leitura e escrita”, conta.

Os meninos prometem que os jogos serão gratuitos pra baixar da internet, a partir de janeiro. A ideia deles foi reconhecida por uma ONG que ajuda pessoas com dislexia em todo o país. Como prêmio eles ganharam uma viagem aos Estados Unidos para conhecer o MIT, Instituto de Tecnologia de Massachusetts, um dos mais importantes do mundo.

Ideia e aprovação
A ideia da dupla foi criar uma palavra cruzada com sílabas, diz um dos desenvolvedores. “No lugar de letras você coloca sílabas nas casas. E a sílaba fica em bolhas flutuando pela tela e você tem que arrastar ela para posição correta pra poder formar as palavras, que são faladas no início da frase”, explica Márcio Araújo.
Já Éric Gomes disse como a ideia surgiu. “A gente teve a ideia de pensar em um jogo que conseguisse abranger o maior número de dificuldades das crianças”, afirma.
Rodrigo Cerqueira, estudante com dislexia, aprendeu rápido a mexer com o jogo e aprovou principalmente a facilidade de acesso. “Eu acho legal estar no celular, porque você pode levar pra qualquer lugar. A ideia é muito boa”, disse.
A mãe também "brincou" um pouco e apontou as vantagens de ter mais essa ferramenta tecnológica para o aprendizado. “Eles conseguiram reunir em um aplicativo uma gama muito grande de repertórios para serem desenvolvidos como atenção, o rastreamento visual, a percepção visual, coordenação, motora, coordenação visomotora e memória”, explica a psicóloga.
 

sábado, 30 de junho de 2012

Um pouco sobre o Psicopedagogo

A Psicopedagoga Clínica atua não só no âmbito escolar, mas alcança a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características, evitando assim cobrança de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. São profissionais preparados para atender crianças e jovens com problemas de aprendizagem, para identificar as causas, tais como, provas operatórias (PIAGET), provas prejetivas (desenhos), EOCA e anaminese.

O tratamento poderá ser feito com o próprio psicopedagogo que faz o diagnóstico, mas poderá também identificar outros problemas e aí ele poderá indicar um psicólogo, um fonoaudiólogo, um neurologista ou outro profissional, a depender do caso. Atua em clínicas, escolas e empresas.

sábado, 7 de abril de 2012

Adolescentes

      Durante a juventude é uma altura para desenvolver uma relação com Deus. A Bíblia diz em Eclesiastes 12:1 “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles.”
      Deus se interessa mais na boa vontade de que na idade. A Bíblia diz em 1 Samuel 2:18 “Samuel, porém, ministrava perante o Senhor, sendo ainda menino, vestido de um éfode de linho.”
      Que pede Deus das crianças? A Bíblia diz em Colossenses 3:20 “Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque isto é agradável ao Senhor.”
Um dos mandamentos de Deus é que os filhos honrem e respeitem os seus pais. A Bíblia diz em Êxodo 20:12 “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.”
      Até quando devem os filhos respeitar os pais? A Bíblia diz em Provérbios 23:22: “Ouve a teu pai, que te gerou; e não desprezes a tua mãe, quando ela envelhecer.”
Boa disciplina é um sinal do amor que os pais têm pelos filhos. A Bíblia diz em Provérbios 13:24 “Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga.”
      Os jovens podem ser bons exemplos de Jesus. A Bíblia diz em 1 Timóteo 4:12 “Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.”
      Os filhos devem aprender com os seus pais. A Bíblia diz em Provérbios 1:8 “Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe.”
Viver uma vida imprudente desonra os pais. A Bíblia diz em Provérbios 28:7 “O que guarda a lei é filho sábio; mas o companheiro dos comilões envergonha a seu pai.”
      É errado aproveitar-se dos pais. A Bíblia diz em Provérbios 28:24 “O que rouba a seu pai, ou a sua mãe, e diz: Isso não é transgressão; esse é companheiro do destruidor.”
      Os jovens devem ter cuidar na escolha de amigos. A Bíblia diz em 2 Timóteo 2:22 “Foge também das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor.”

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Crianças especiais também podem brincar com brinquedos convencionais

As crianças especiais são reconhecidas por apresentarem desordens na aprendizagem, revelações de conduta, problemas emocionais, como também podem ter perda da função: psicológica, fisiológica ou anatômica. Além de carinho, paciência, atenção e amor, a criança especial precisa de diversão. Entretanto sabe-se que o a diversão tem um papel importante no processo do aprender, pois torna verdadeiro o conceito do aprender divertindo-se. Meninos e meninas portadoras de deficiências podem brincar com brinquedos comuns.

Contudo, os brinquedos:


- devem ser inquebráveis;
- não podem ter pontas;
- precisam ter cores vivas;
- possuírem partes móveis;
- serem sonoros;
- serem agradáveis ao contato;
- possuírem texturas diferentes.


Exemplos: Bola (sonora, de borracha macia e de meia) bicho (borracha e de pelúcia) peteca, pião, chocalho, boneca (macia ou de pano), jogos (memória, quebra-cabeça entre outros), fantoche, diversos brinquedos (tecido, madeira e borracha).

Cada brinquedo pode ter uma função ideal para cada caso. O estímulo à criança especial no emprego de brinquedos, pode expandir o seu potencial, se houver estimulação adequada a sua condição de desenvolvimento, às suas necessidades ajustadas e as suas possibilidades.


Algumas crianças com necessidades especiais podem ter dificuldades para manipular brinquedos convencionais, mas os pais ou educadores podem adaptar ou criar brinquedos apropriados para as mesmas.


É preciso incentivar sempre a criança especial a manusear brinquedos Nunca espere que uma criança especial faça isso sozinha, ajude-a. Sobretudo, não exija da criança especial atuação incompatível com a realidade e maturidade na qual se encontra. Muitos pais e educadores sabem que os brinquedos são facilitadores do processo ensino-aprendizagem, mas precisam conhecer vários tipos de brinquedos, suas alternativas de exploração e suas especificidades.


É de fundamental importância que conheçam a vida social das crianças especiais com as quais se esteja convivendo. Assim poderão conhecer mais a condição da deficiência na sociedade como um todo, bem como o desenvolver da criança especial por meio da ludicidade. Desta maneira as crianças especiais, podem experimentar vivências lúdicas mais benéficas.


Segundo Oliveira (1984), a riqueza do brinquedo decorre de sua capacidade de instigar a imaginação infantil. O brinquedo auxilia a criança especial a sentir-se protegida e a ajuda muita a superar alguma dor,frustração ou perda.


Para Vygotsky (1988), o brinquedo é um estímulo a seu desenvolvimento físico e mental.


Podemos afirmar que o brinquedo contribui definitivamente no processo de socialização, desenvolvendo na criança especial a expressão e a comunicação verbal, podendo ainda responder às pretensões da sua qualidade de vida, podendo fazer com que a mesma participe prontamente dos processos da aprendizagem de maneira feliz, divertida e muito prazerosa. O brincar para a criança de acordo com Bomtempo & Zamberlan (1996), é necessário, uma vez que isto contribui para seu desenvolvimento bem como para sua capacidade de aprender e de pensar.


Sendo assim, para crianças especiais, devemos oferecer brinquedos que possibilitem atender adequadamente ás suas necessidades e possibilidades, com vistas a promover um cuidado eficaz ao seu desenvolvimento integral.

Referências
Aufauvre, M. R. (1987). Aprender a Brincar / Aprender a Viver. São Paulo: Manole Ltda.
Bomtempo, E. H. C, & Zamberlan, M. A. (1996). A Psicologia do Brinquedo. Aspectos Teóricos e Metodológicos. São Paulo : Edusp.
Fonseca, V. (1995). Educação Especial: Programa de Estimulação Precoce. Porto Alegre: Artes Médicas.
Maluf, A.C.M (2003) Brincar Prazer e Aprendizado. Petrópolis: Vozes.
Oliveira, P. S. (1984). O que é Brinquedo?. São Paulo, Brasiliense.
Vygotsky L. S. (1988). A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


É uma experiência subjetiva que pode ser acessível às pessoas através de relatos verbais e comportamentos observáveis.


ATRIBUTOS MAIS CONHECIDOS DE UMA PESSOA COM ALTA AUTO-ESTIMA


  • Preocupar-se pouco com medos e ambivalências;

  • Orientar-se mais direta e realisticamente às metas pessoais;

  • Demonstrar confiança e otimismo nos próprios atributos;

  • Ser pouco sensível às críticas.


ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A AUTO-ESTIMA


Quando é baixa a auto-estima, a resistência diante da vida e suas adversidades diminui.

Uma pessoa com baixa auto-estima tende a ser mais influenciada pelo desejo de evitara dor do que de vivenciar o prazer.

Uma auto-estima elevada busca o estímulo de metas desafiadoras. Atingir objetivos exigentes alimenta uma boa auto-estima.

MAS ATENÇÃO, AUTO-ESTIMA NÃO É!


• Narcisismo

• Esnobismo

• Egocentrismo

• Hedonismo

• Sentimento de superioridade

• Outras conotações de caráter individualista


O DESENVOLVIMENTO DA AUTO-ESTIMA NA CRIANÇA E NO ADOLESCENTE


• Fatores determinantes para o desenvolvimento da auto-estima na criança:

a) O valor que a criança percebe dos outros em relação a si expresso em afetos, elogios e atenção.

b) A experiência da criança com sucessos ou fracassos

c) A forma de reagir às críticas

• A dominação de crianças, a ridicularização, a humilhação, a rejeição e a punição severa tendem a resultar em baixa auto-estima.

• Crianças ignoradas, rejeitadas e humilhadas tendem a se perceber como sujeitos merecedores de desrespeito.

• Adolescentes com auto-estima mais alta possuem interação social positiva no ambiente familiar.

• Uma interação familiar de qualidade combinando afeto, limite, reforço, diálogo, modelo contribui consideravelmente para o desenvolvimento de uma maior auto-estima nos adolescentes e crianças.

• A auto-estima pode ser profundamente abalada na adolescência, principalmente quando a estrutura emocional do sujeito é mais frágil, tornando mais difícil lidar com as mudanças.


ALGUMAS CONDIÇÕES FAMILIARES QUE PODEM CONTRIBUIR PARA UMA BAIXA AUTO-ESTIMA


• Perceber a família como conflituosa

• Viver em a ambiente familiar empobrecido física, emocional e intelectualmente

• Ter pais que tendem a depreciar os filhos, encarando-os como um fardo e lhes dando um tratamento desatento e negligente

• Viver em uma família em que não há o estabelecimento de diretrizes

• Viver um uma família que possui um sistema de punição baseado na força e na perda de amor.


COMO A AUTO-ESTIMA DOS PAIS AFETA A AUTO-ESTIMA DOS FILHOS


• Os filhos sempre procuram nos pais sugestões de como se comportar. A reação emocional dos pais mesmo que não expressem, influencia os filhos.

• Os pais com baixa auto-estima são frequentemente ansiosos. A ansiedade deturpa a comunicação.

• Os pais com baixa auto-estima tendem a “viver” através dos filhos.

• Os pais com baixa auto-estima sentem-se ameaçados pelo forte senso de auto-estima dos filhos, em especial quando os filhos buscam independência e autonomia


COMO A AUTO-ESTIMA DOS PAIS AFETA A AUTO-ESTIMA DOS FILHOS


• Os pais com baixa auto-estima têm dificuldade para elogiar de maneira realista e precisa. Tendem a não elogiar, elogiar muito pouco ou elogiar em excesso.

• Os pais com baixa auto-estima tendem a transmitir aos filhos mensagens confusas sobre o sucesso. (“Continue tentando, mas não espere vencer!”)

• Quando os pais têm pouca auto-estima, tendem a ver um problema ou um problema em potencial em tudo.


A AUTO-ESTIMA DOS MEUS FILHOS SERÁ A MESMA DURANTE TODA A VIDA?


• A auto-estima tem uma “estabilidade instável”

• Ela é caracterizada por um processo dinâmico e contínuo, sendo estabelecida e estruturada desde a infância, mas podendo se modificar (talvez não de forma radical) ao longo da vida.

• Depende da capacidade de transformação do indivíduo e das circunstâncias por ele enfrentadas.


PROPOSTAS PARA A PROMOÇÃO DA AUTO-ESTIMA


• Ela é algo que se constrói no dia-a-dia, na intimidade das relações.

• Respeito pelas diferenças individuais

• Demonstrar ter uma forte convicção de que confia no potencial e na capacidade do seu filho

• Ajudá-lo a perceber a própria capacidade e o potencial a ser explorado

• Aceitação dos limites individuais

• Desenvolvimento de atividades lúdicas (música, esporte, poesia, teatro etc)

• Não bastam alguns elogios para obter a elevação da auto-estima


REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


CLEMES, H. & BEAN, R. Crianças Seguras: Como Aumentar a Auto-estima das Crianças. São Paulo: Editora Gente, 1995.

ASSIS,S.G. & AVANCI, J.Q. Labirinto de Espelhos: Formação da Auto-estima na Infância e na Adolescência. Rio de Janeiro: Editora Fio Cruz, 2004.

SANÁBIO,R.G.,Adolescência e Auto-estima: Um Desafio para a Educação em Saúde. Dissertação de Mestrado. Universidade de Fortaleza. Fortaleza. Ceará. Brasil